Primeiro passo em uma investigação.

Neste artigo, ao invés de falarmos sobre uma investigação em si, quero me ater a apenas um detalhe, um simples acontecimento junto a uma investigação que faz toda diferença no trabalho.

Tem me ocorrido alguns fatos em meu cotidiano que se fazem necessário relatar aqui. Contratações feitas por empresários com frequência aparece um problema em comum. Ao solicitar uma investigação de algum ex-funcionário para nós, Detetives, é repassado informações referente a endereços, veículo, fotos e demais detalhes referentes ao objetivo ora solicitado.

Temos percebido que em boa parte das vezes as informações repassadas não condizem com a realidade. Endereços, veículos e principalmente número de telefones as pessoas podem mudar e em alguns casos mudam muito. Um dos trabalhos que estamos desenvolvendo nos últimos dias sentimos na pele o quanto complica quando uma informação não confere.

Começando o trabalho pelo endereço fornecido pela empresa. Tratava-se do endereço da mãe do investigado e que o mesmo moraria lá. Em pesquisa no Detran o veículo encontrado também sugeria o endereço da mãe. Por falar em veículo, a empresa mencionou um automóvel da Fiat, no Detran aparecia um da Chevrolet e recebemos uma terceira informação que seria um veículo da Ford.

Como bom estrategista considerei todos e passei a observar, naturalmente que eu estava mais inclinado a acreditar no que dizia o Detran, por ser oficialmente o veículo de sua propriedade. Andamos às cegas por quase uma semana, sem ver ninguém, sem encontrar ninguém. Quando isso ocorre é preciso reavaliar tudo e buscar as reais evidências para posterior observação e realização dos trabalhos.

Foi quando precisei de algo mais palpável. Solicitei junto a uma informante e parceira uma conta de energia elétrica em nome do investigado. Esse é um recurso que na maioria das vezes nos traz resultados positivos e reais. Ao vir o resultado, o mesmo nos mostrou outro local.

Ao definirmos a residência passamos a observar e caiu por terra o que me parecia obvio: o veículo. Nem o que a empresa comentou, nem o que o Detran oficialmente forneceu e sim de uma informação apurada junto a um informante, ou seja o veículo utilizado pelo investigado era o da Ford.

Definido endereço e veículo, analisamos a suspeita de local de trabalho do investigado. Daquele momento em diante passamos a trabalhar com informações com bases fundamentadas. Passamos diante da empresa onde havia suspeita que estaria trabalhando e tudo começou a se confirmar.

A sequência deste trabalho foi de forma natural. Portanto, se eu puder dar um bom conselho, eu diria: chequem todas as informações antes de dar início aos trabalhos, para evitar trabalhar às cegas.

Até o próximo artigo.

 

assinatura Orlei Carraro

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